Marcelo Malizia Cabral

A violência nas escolas e a educação para a paz: o caso de Pelotas

Marcelo Malizia Cabral
Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do RS, integrante do Departamento de Cidadania e Direitos Humanos da Ajuris


A violência constitui fenômeno quotidiano nas escolas e em seu entorno, manifestando-se de variadas formas, como agressões físicas, insultos, ameaças, preconceitos, bullying, interrupção das aulas, depredações, violência de gênero, racismo, homofobia, além de outros tipos de violência.

Apresentando-se como pilares da educação o "aprender conviver" e o "aprender a ser", o tratamento dos conflitos e da violência ocorrida no ambiente escolar e a educação para a cidadania e para a paz constituem tarefas imprescindíveis à saúde das escolas.

Educar para a paz é uma forma particular de educação em valores, pressupondo a educação a partir de determinados valores como a justiça, a cooperação, a solidariedade, o compromisso, a autonomia pessoal e coletiva, o respeito.

As práticas restaurativas e os círculos de paz em âmbito escolar são práticas de cuidado e, por meio delas, podem-se prevenir e administrar os conflitos sem atos violentos.

Em Pelotas, implantamos a justiça restaurativa e os círculos de paz nas escolas há mais de uma década e observamos que os círculos de paz promovem ambientes de respeito, tolerância, empatia, amor, inclusão, acolhimento. Uma escola da paz aprende habilidades de escuta, participação, o que gera pertencimento, relações baseadas no respeito, no afeto e a paz por consequência.

Graças à educação para a paz não convivemos com violências graves nas escolas de Pelotas há alguns anos, especialmente na rede municipal, onde a Justiça Restaurativa está bem desenvolvida, fruto de parceria entre o Poder Judiciário e a Prefeitura de Pelotas!

A Educação para a Paz é o caminho!

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